sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Modelo CMYK


CMYK é a abreviação para as cores ciano, magenta, amarelo e preto. O termo advêm do inglês “cyan”, “magenta”, “yellow” e “key” (ou “chave”)

O acrônimo CMYK têm a letra “K” no final em vez de “B” (para “black”) por dois motivos: um deles é por causa que, no passado a chapa que continha a cor preta era chama de “key plate” ou “chapa chave” pois era geralmente a chapa com maior detalhe artístico ou “informações chave”. O segundo motivo é para que seja evitado a confusão com o outro modelo de cor popular – o RGB. RGB significa “Red, Green, Blue” (vermelho, verde, azul) e é como monitores e TVs representam a cor. E embora o termo “key” não seja mais usado hoje em dia, para evitar confusão com a letra “B” do RGB o acrônimo CMYK continuou inalterado.

Embora as cores ciano, magenta e amarelo quando misturadas formam o preto, esse preto é tido como “insatisfatório” e “imprático em certas ocasiões”. Estas ocasiões ocorrem quando existe uma predominância de preto na imagem, e as três cores juntas podem enrugar o papel (por excesso de líquido) atrasando a secagem, Além do mais, utilizar tinta preta é menos caro do que utilizar 100% de cada uma das 3 cores.

O sistema CMYK é usado na impressão em cores com tinta, ocultando certas cores quando impresso em um fundo branco (ou seja, absorvendo ondas de luz particulares). Este modelo chama-se subrativo pois a tinta “subtrai” luminosidade do branco. A combinação das quatro cores do CMYK podem reproduzir toda a principal gama de cores do espectro visível, porém não todas as cores existentes do mundo (embora o sistema CMYK possa imprimir milhões de cores diferentes).

Identificar a escala CMYK em um impresso pode ser feito com uma lupa ou um conta-fio. Caso o impresso seja feito de pequenas retículas das quatro cores, geralmente dispostas em ângulos padrões, pode se ter certeza que foi impresso em CMYK.

Os “pontos de cores CMYK” que aparecem nas imagens têm ângulos definidos, e formam um padrão. Dependendo de quantas cores são usadas e da preferência do operador da máquina, geralmente os “pontos” são impressos em um dos ângulos definidos:

Modelo RGB

O modelo RGB é um modelo aditivo, descrevendo as cores como uma combinação das três cores primárias: vermelha (Red), verde (Green) e azul (Blue). Em termos técnicos, as cores primárias de um modelo são cores que não resultam da mistura de nenhuma outra cor.

Qualquer cor no sistema digital é representada por um conjunto de valores numéricos. Por exemplo, cada uma das cores do modelo RGB pode ser representada por um dos seguintes valores: decimal de 0 a 1, inteiro de 0 a 255, percentagem de 0% a 100% e hexadecimal de 00 a FF.


Como o modelo RGB é aditivo, a cor branca corresponde à representação simultânea das três cores primárias (1,1,1), enquanto que a cor preta corresponde à ausência das mesmas (0,0,0).


A escala de cinzentos é criada quando se adicionam quantidades iguais de cada cor primária, permanecendo na linha que junta os vértices preto e branco.

Representação de um cubo com as cores do modelo RGB.


O quadro seguinte exemplifica várias cores do modelo RGB representadas por valores decimais e inteiros.



As aplicações do modelo RGB estão associadas à emissão de luz por equipamentos como monitores de computador e ecrãs de televisão.
Por exemplo, as cores emitidas pelo monitor de um computador baseiam-se no facto de o olho e o cérebro humano interpretarem os comprimentos de onda de luz das cores vermelha, verde e azul. Por isso, estas são emitidas pelo monitor, que combinadas podem criar milhões de cores.

O monitor CRT é essencialmente um tubo de raios catódicos (CRT - Catodic Ray Tube) que aloja um canhão de electrões e que é fechado na frente por um vidro, o ecrã, revestido internamente por três camadas de fósforo. Para gerar uma cor, os monitores coloridos precisam de três sinais separados que vão sensibilizar os respectivos pontos de fósforos das três cores primárias.

Modelo Aditivo e Modelo Subtractivo

Antes de serem descritos alguns modelos, convém diferenciar modelo aditivo de subtractivo. O modelo utilizado para descrever as cores emitidas ou projectadas é considerado aditivo e para as cores impressas é considerado subtractivo.

Exemplos de aplicação de modelos aditivo e subtractivo:


Num modelo aditivo a ausência de luz ou de cor corresponde à cor preta, enquanto que a mistura dos comprimentos de onda ou das cores vermelha (Red), verde (Green) e azul (Blue) indicam a presença da luz ou a cor branca. O modelo aditivo explica a mistura dos comprimentos de onda de qualquer luz emitida.


Num modelo subtractivo, ao contrário do modelo aditivo, a mistura de cores cria uma cor mais escura, porque são absorvidos mais comprimentos de onda, subtraindo-os à luz. A ausência de cor corresponde ao branco e significa que nenhum comprimento de onda é absorvido, mas sim todos reflectidos.

O modelo subtractivo explica a mistura de pinturas e tintas para criarem cores que absorvem alguns comprimentos de onda da luz e reflectem outros. Assim, a cor de um objecto corresponde à luz reflectida por ele e que os olhos recebem.


Luminância e Crominância

Como os bastonetes e os cones constituem dois tipos de sensores diferentes que apreendem a intensidade da luz e as diferenças de cor, é usual associá-los, respectivamente, aos conceitos de luminância e crominância. Estes conceitos estão, por sua vez, relacionados com as diferentes formas de representar as cores.

Luminância é uma medida da densidade da intensidade de uma luz refletida numa dada direção, cuja unidade SI é a candela por metro quadrado (cd/m²). Descreve a quantidade de luz que atravessa ou é emitida de uma superfície em questão, e decai segundo um ângulo sólido.Pode ser descrita com a seguinte equação:


onde:
  • LV é a luminância, medida em candelas /metro²
  • F é o fluxo luminoso, em lumens
  • dS é o elemento de superfície considerado, em metros²
  • dΩ é o elemento de ângulo sólido, em estereorradianos
  • θ é o ângulo entre a normal da superfície e a direcção considerada.

A crominância (C), é um dos dois elemento
s que conformam um sinal de vídeo, junto com a luminância (Y). A crominância refere-se ao valor das cores, enquanto a luminância se refere às luzes -branco e preto-. Os diferentes sistemas de difusão de vídeo -NTSC, PAL, SECAM, etc.- permitem misturar ou enviar por separado ambos os elementos.Em retransmissões televisivas, os valores C/Y são o primeiro a comprovar, posto que uma má qualidade ou sincronização resultaria num pêssimo sinal.


Visão escotópica e visão fotópica


Vamos agora abordar dois conceitos, a visão escotópica e a visão fotópica.

Para começar a perceber os conceitos, a interpretação das cores é feita pelo cérebro humano depois de a luz atravessar a íris e ser projectada na retina. Desta forma, os olhos são os sensores de toda a visão e esta pode ser do tipo escotópica e fotópica.

A visão escotópica é assegurada por um único tipo de bastonetes existentes na retina. Estes são sensíveis ao brilho e não detectam a cor. Isto quer dizer que são sensíveis a alterações da luminosidade, mas não aos comprimentos de onda da luz visível.

A visão fotópica é assegurada por um conjunto de três tipos diferentes de cones existentes na retina. Estes são sensíveis à cor e, portanto, aos comprimentos de onda da luz visível. O número de cones da retina distribuem-se da seguinte forma: 64% são do tipo vermelho (Red) , 32% do tipo verde (Green) e 2% do tipo azul (Blue).

Luz!

Neste nosso segundo post, vamos falar sobre a luz.

A luz contém uma variedade de ondas electromagnéticas com diferentes comprimentos de onda. Se o comprimento de uma onda electromagnética pertencer ao intervalo de 380 a 780nm (1 manómetro = 10^[-9]m) é detectada e interpretada pelo sistema de visão do ser humano. Estes diferentes comprimentos de onda constituem o espectro de luz visível do ser humano e estão associados a diferentes cores.
Estes diferentes comprimentos de onda constituem o espectro de luz visível do ser humano e estão associados a diferentes cores, como podemos perceber pela seguinte imagem:

Cor!

Bom dia!

Neste nosso primeiro post informativo, vamos falar sobre a cor, mais particularmente sobre o seu conceito.

E portanto, o conceito de cor está associado à percepção, pelo sistema de visão do ser humano da luz emitida, difundida ou reflectida pelos objectos, sendo considerada um atributo dos mesmos. A cor de um objecto depende das características das fontes de luz que o iluminam, da reflexão da luz produzida pela sua superfície e, por último, das características sensoriais do sistema de visão humano, os olhos, ou de câmaras digitais.